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Bituruna,25/02/2026

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Fim de uma era: retirada dos orelhões já começou

Criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira em 1971, símbolo das ruas brasileiras será removido após fim das concessões de telefonia fixa; cerca de 38 mil unidades ainda estão ativas no país.

Fonte: g1
Fim de uma era: retirada dos orelhões já começou Foto: Enzo Mingroni/g1

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou em janeiro a retirada definitiva dos orelhões das ruas do Brasil. O ícone criado pela arquiteta Chu Ming Silveira em 1971, que já teve mais de 200 mil unidades, agora conta com cerca de 38 mil aparelhos ativos, que serão removidos gradualmente.

A remoção marca o fim das concessões do serviço de telefonia fixa, que expiraram em 2025, liberando as operadoras (Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefonica) da obrigação de manter a infraestrutura. A Anatel determinou que os recursos sejam redirecionados para investimentos em banda larga e telefonia móvel.

O processo não será imediato em todos os locais. A retirada em massa começou por carcaças e aparelhos já desativados. Orelhões só serão mantidos até 2028 em cidades que não possuam qualquer cobertura de rede celular.

O aparelho, que funcionou por décadas com fichas, moedas e depois cartões, foi essencial para a comunicação brasileira, especialmente entre os anos 1970 e o início dos anos 2000, antes da popularização dos celulares.

A criação de um símbolo

O design icônico em formato de ovo foi criado em 1971 pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, então funcionária do Departamento de Projetos da Companhia Telefônica Brasileira (CTB). Nascida em Xangai em 1941 e criada no Brasil, ela desenvolveu a cabine pensando na acústica e na proteção contra o clima.

Batizados informalmente de "orelhão", os aparelhos foram lançados em São Paulo e Rio em janeiro de 1972. O design foi tão bem-sucedido que foi reproduzido em outros países, como Peru, Angola, Moçambique e China.

Recentemente, o orelhão ganhou nova visibilidade ao aparecer no cartaz do filme brasileiro "O Agente Secreto", indicado ao Oscar 2026, onde o personagem de Wagner Moura aparece dentro da cabine.

A queda no uso foi vertiginosa: de 202 mil unidades em 2020 para as atuais 38 mil. Dados da Anatel mostram que, destes, mais de 33 mil estão ativos e cerca de 4 mil em manutenção. A retirada é um marco do fim de uma tecnologia que definiu a comunicação pública por gerações.




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