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Bituruna,07/05/2026

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Paraná mantém vigilância rigorosa contra hantavirose após alerta internacional

Doença é transmitida por roedores silvestres; estado registrou dois casos em 2026 e monitora possíveis suspeitas

Fonte: AEN
Paraná mantém vigilância rigorosa contra hantavirose após alerta internacional Foto: Wagner Machado Carlos Lemes, CC BY 2.0

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) reforçou nesta terça-feira (6) que mantém vigilância rigorosa sobre os casos de hantavirose no estado. O alerta ocorre após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar casos e mortes registrados a bordo de um navio de cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde. Segundo a pasta, a doença está controlada no Paraná e os profissionais de saúde estão capacitados para atender possíveis casos suspeitos.

A hantavirose é uma zoonose viral aguda de notificação compulsória imediata, transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Outras formas de contágio incluem o contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais. Quando se desenvolve, o vírus pode causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) e, em casos mais severos, a síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), podendo evoluir para insuficiência respiratória e choque circulatório.

O secretário estadual da Saúde, César Neves, afirmou que a situação está sob controle. "A hantavirose é uma doença monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar com rapidez qualquer suspeita da doença", declarou.

Sintomas e prevenção

Na fase inicial, os sintomas incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Se houver evolução para a fase cardiopulmonar, o paciente pode apresentar dificuldade para respirar, tosse seca e pressão baixa. Não há tratamento específico, sendo essencial procurar atendimento médico imediato ao primeiro sinal.

A prevenção inclui evitar o contato com roedores silvestres, roçar terrenos ao redor das casas, dar destino adequado a entulhos, manter alimentos em recipientes fechados e usar equipamentos de proteção ao limpar galpões, silos e paióis, sempre com limpeza úmida para evitar aerossóis.

O Ministério da Saúde da África do Sul confirmou, nesta quarta-feira (6), que a cepa identificada no navio MV Hondius é a variante andina, a única entre as 38 conhecidas capaz de ser transmitida entre humanos. A embarcação partiu de Ushuaia (Argentina) em 1º de abril com 147 pessoas a bordo. Três mortes já foram registradas. Cabo Verde realiza a evacuação de infectados, enquanto a Espanha barrou a entrada do navio nas Ilhas Canárias. A Suíça também confirmou um passageiro hospitalizado em Zurique.



📰 RELEMBRE O CASO

Imagem do caso

Cepa rara de hantavírus que se transmite entre humanos é confirmada em passageiros de cruzeiro

Três mortes já foram registradas em navio com 147 pessoas a bordo (88 passageiros e 59 tripulantes).





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