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Bituruna,20/05/2026

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Risco de El Niño forte aumenta; Sul pode ter mais chuva e enchentes

Cientistas pedem cautela com previsões, mas novos modelos elevam chance para 96% até o fim do ano; impactos no Paraná podem surgir na primavera

Fonte: Portal G1
Risco de El Niño forte aumenta; Sul pode ter mais chuva e enchentes Foto: Reprodução

O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (CPC/NOAA) elevou o alerta para a formação do El Niño e estima 82% de chance de o fenômeno surgir entre maio e julho de 2026, com 96% de probabilidade de persistir até o verão de 2027. Modelos climáticos internacionais passaram a indicar um aquecimento cada vez mais intenso no Pacífico tropical, acendendo a discussão sobre um possível El Niño forte — e até mesmo um "super El Niño". Cientistas, no entanto, pedem calma e afirmam que ainda há incertezas importantes.

Segundo análise da Climatempo, "tudo indica que o El Niño que entrará em ação, em breve, deve ser no mínimo forte". O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) estima mais de 80% de probabilidade do fenômeno na segunda metade do ano, com intensidade entre moderada e forte.

Apesar dos números, especialistas ouvidos pela BBC afirmam que previsões feitas nesta época do ano carregam a chamada "barreira da previsibilidade da primavera", que reduz a confiança em cenários extremos. "O histórico mostra que previsões feitas nesta época do ano ainda carregam incertezas importantes", disse a cientista atmosférica Kimberley Reid, da Universidade de Melbourne. José Marengo, coordenador do Cemaden, concorda: "Ainda é muito cedo para afirmar que será um super El Niño ou o pior do século".

Impactos no Brasil

Historicamente, o El Niño provoca aumento das chuvas no Sul, secas no Norte e Nordeste e ondas de calor mais frequentes no Centro-Oeste e Sudeste. A nota técnica do Cemaden aponta que o fenômeno pode elevar o risco de chuvas extremas, deslizamentos e enchentes no Sul, enquanto Norte e Nordeste podem enfrentar agravamento da seca e mais incêndios. Os efeitos mais relevantes devem surgir a partir da primavera.

Independentemente da intensidade final, Marengo defende ações preventivas imediatas: "Se houver previsão de mais chuva no Sul, por exemplo, é preciso limpar galerias pluviais e bueiros para reduzir o risco de inundações urbanas".




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