Caso Pamela Lins: companheira de pai adotivo é indiciada por feminicídio em General Carneiro
Inquérito concluído pela Polícia Civil aponta Rosane como responsável pelo crime que chocou a região em 2025; ela também foi indiciada por fraude processual e destruição de provas.
GENERAL CARNEIRO - A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte da adolescente Pamela Gabriely Lins, ocorrida em janeiro de 2025, e indiciou Rosane, companheira de Adenir Rodrigues da Silva, pelos crimes de feminicídio e fraude processual. O caso, que chocou General Carneiro e toda a região, ganhou novo desdobramento com o encaminhamento do relatório final ao Ministério Público.
A informação foi confirmada pelo advogado Ícaro Ruschel, que representa a família da vítima. Segundo ele, o delegado responsável apontou o indiciamento de Rosane pelo feminicídio da adolescente e por duas ocorrências de fraude processual. Agora, caberá ao Ministério Público analisar o conteúdo da investigação e decidir se oferece denúncia criminal contra a investigada.
O crime
Pamela Gabriely Lins foi encontrada morta no dia 26 de janeiro de 2025, às margens de um rio na localidade de Salto Lili, interior de General Carneiro. A adolescente havia sido dada como desaparecida após sair de casa no domingo anterior, supostamente para ir a uma sorveteria no centro da cidade.
As investigações apontaram que a jovem foi assassinada pelo próprio pai adotivo, Adenir Rodrigues da Silva, de 36 anos. Conforme o inquérito, Pamela era vítima de abusos e teria sido morta por estrangulamento com um carregador de celular, após uma discussão motivada por ciúmes. O corpo apresentava sinais de violência, e a polícia acredita que o crime ocorreu em outro local antes de o cadáver ser levado até a área onde foi encontrado.
Confissão e suicídio
Inicialmente, foi o próprio Adenir quem procurou a Polícia Militar para comunicar o desaparecimento da filha adotiva. Com o avanço das investigações e a coleta de depoimentos, as suspeitas passaram a recair sobre ele. No dia 29 de janeiro, Adenir gravou um vídeo confessando o crime e, pouco depois, atentou contra a própria vida com um disparo na cabeça. Ele chegou a ser socorrido pelo SAMU e levado em estado grave para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.
Destruição de provas
Dias após a morte da adolescente, Rosane foi presa em flagrante pela Polícia Civil enquanto queimava objetos considerados essenciais para a investigação. Entre os materiais destruídos estavam cartas, bilhetes, cordas, cabos e um carregador de celular que apresentava vestígios de sangue humano — justamente o objeto apontado como arma do crime.
Durante as diligências, os investigadores também constataram contradições nos depoimentos de Rosane. Inicialmente, ela afirmou que não teria presenciado os fatos e que foi ameaçada por Adenir para permanecer em silêncio. No entanto, as investigações indicaram que ela presenciou discussões e teve tempo para buscar ajuda enquanto a adolescente era agredida e o corpo ocultado.
O caso segue em tramitação e ainda poderá ter novos desdobramentos na esfera judicial.



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