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Bituruna,15/07/2026

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Cliente usa inteligência artificial para simular barata em lanche e pedir reembolso em cidade do Paraná

Funcionários notaram que a barata estava limpa e a maionese tinha cor e posição diferentes do padrão; prática pode configurar crime de estelionato, alerta delegado

Fonte: Portal G1
Cliente usa inteligência artificial para simular barata em lanche e pedir reembolso em cidade do Paraná Foto: Reprodução

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - Um cliente usou inteligência artificial (IA) para inserir a imagem de uma barata sobre um hambúrguer e solicitou reembolso do pedido feito em uma hamburgueria de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O golpe só não foi concluído porque os funcionários desconfiaram de detalhes da foto enviada.

O pedido foi feito às 19h28 por aplicativo de delivery e chegou à casa do cliente às 19h57. Às 21h04, ele enviou uma mensagem com a foto adulterada e o seguinte texto: "Veio uma barata no meu hambúrguer e chegou aberta a embalagem. Perdi meu dinheiro e fiquei sem lanche, deu nojo de comer tudo".

Ao analisar a imagem, os funcionários começaram a notar inconsistências. "A barata estava totalmente limpa. A gente também não coloca maionese na tampa do pão. Como que tem maionese na tampa do pão [da foto], sendo que a gente sempre coloca embaixo?", detalhou Alisson Zen, proprietário da hamburgueria. Ele também percebeu que a cor da maionese estava diferente da utilizada no estabelecimento.

A hamburgueria chegou a enviar um motoboy até o endereço do cliente para buscar o lanche com a suposta barata, mas ele não atendeu a equipe.

Pode configurar crime de estelionato

O delegado Emmanoel David alerta que o uso de inteligência artificial para aplicar esse tipo de golpe está se tornando cada vez mais frequente. Quem comete esse tipo de fraude pode responder por estelionato e, em alguns casos, por falsa comunicação de crime.

"Se ele estiver imputando uma prática criminosa àquela empresa ou restaurante, ele pode responder ainda por falsa comunicação de crime, além do estelionato consumado ou tentado", detalha.

O delegado orienta que comerciantes fiquem atentos a detalhes como ordem dos produtos, cores e tudo o que pode ser alterado digitalmente. "Ele pode trazer também fotos ou vídeos da construção daquele alimento, por exemplo. Mostrar que o lacre era inviolável, que era impossível ter uma barata dentro daquele alimento. Isso são elementos mínimos para mostrar que quem agiu de má-fé, na verdade, foi aquele consumidor final", orienta.





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