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Bituruna,31/07/2026

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Crianças de 4 anos passam a receber segunda dose de reforço contra pólio no Paraná

Novo esquema vacinal começa em 3 de agosto e consolida uso exclusivo da vacina injetável; gotinhas foram aposentadas em 2024 e estado reforça importância da imunização antes da idade escolar

Fonte: Bem Paraná
Crianças de 4 anos passam a receber segunda dose de reforço contra pólio no Paraná Foto: prostooleh/Freepik

A partir de segunda-feira (3 de agosto), o Paraná passa a oferecer a segunda dose de reforço da vacina contra a poliomielite para crianças de 4 anos. A atualização, divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), amplia o esquema vacinal para cinco doses e consolida o fim da tradicional gotinha, substituída definitivamente pela Vacina Inativada Poliomielite (VIP), aplicada de forma injetável.

O novo calendário mantém a imunização primária do bebê em três doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade. O primeiro reforço segue aos 15 meses, e o segundo, recém-introduzido, passa a ser administrado aos 4 anos. O principal objetivo, segundo a Sesa, é elevar os níveis de anticorpos e fortalecer a memória imunológica da criança antes do ingresso na rotina escolar.

Por que o esquema mudou?

A introdução da segunda dose de reforço foi discutida e alinhada entre o Ministério da Saúde, a Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), sociedades científicas, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A decisão segue as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para prolongar a resposta imunológica na primeira infância.

A substituição da Vacina Oral Poliomielite (VOP) pela VIP, iniciada no Brasil em novembro de 2024, garante um padrão superior de segurança. Enquanto a gotinha era composta por vírus vivo atenuado, com risco extremamente raro de mutação, a versão injetável utiliza o vírus inativado, assegurando alta proteção sem qualquer possibilidade de causar a doença.

Cobertura vacinal

O Paraná e o Brasil não registram casos de poliomielite há décadas, mas o vírus ainda circula em diversas regiões do mundo. A Sesa alerta que o risco de reintrodução da doença permanece real se as taxas de cobertura vacinal ficarem abaixo da meta recomendada de 95%. A orientação é que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação. Caso alguma dose anterior tenha sido perdida, a recomendação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para atualização.

Entre 3 de agosto e 1º de setembro, o Paraná integra a Campanha Nacional de Multivacinação, oportunidade para atualizar a caderneta das crianças, inclusive com a aplicação do novo reforço contra a poliomielite.




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