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Bituruna,31/08/2026

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FIV e FeLV em gatos: positivo não é sentença de morte, alerta veterinário

Doenças são transmitidas por vias diferentes e exigem acompanhamento contínuo; diagnóstico precoce e cuidados adequados ajudam a garantir qualidade de vida


FIV e FeLV em gatos: positivo não é sentença de morte, alerta veterinário Foto: wirestock/Freepik

Fonte: Portal g1

As doenças FIV (imunodeficiência felina) e FeLV (leucemia felina) costumam assustar tutores, mas diagnóstico positivo não significa que o gato terá vida curta. É o que afirma o veterinário Calleb Bronzatto, especialista em felinos. Com acompanhamento adequado, os animais podem viver bem por muitos anos.

As duas enfermidades são causadas por retrovírus, porém agem de formas diferentes. A FIV compromete principalmente o sistema imunológico, deixando o gato mais suscetível a outras doenças. Já a FeLV também atinge a medula óssea e as células do sangue, podendo provocar anemia grave e favorecer alguns tipos de câncer.

Sintomas

Os sinais costumam ser pouco específicos e variam conforme a doença e o estágio. Entre os mais comuns estão emagrecimento, falta de apetite, febre recorrente, apatia e feridas na boca. No caso da FeLV, podem surgir ainda alterações ligadas à anemia. Na FIV, o comprometimento da imunidade facilita o aparecimento de infecções secundárias.

Como ocorre a transmissão

A FIV é transmitida principalmente por mordidas profundas, comuns em brigas entre gatos. Por isso, a castração e a restrição do acesso à rua são medidas importantes para reduzir a exposição ao vírus.

A FeLV é eliminada principalmente pela saliva. O contato prolongado entre gatos, como lambeduras, uso do mesmo pote de água ou comida, aumenta o risco. A caixa de areia, por outro lado, não é considerada uma via de transmissão relevante.

Diagnóstico

O diagnóstico começa com avaliação clínica e exames de sangue. O hemograma costuma ser o primeiro passo, seguido de testes rápidos que dão resposta em poucos minutos. Em alguns casos, especialmente de FeLV, podem ser necessários PCR e outros exames complementares para entender melhor o quadro.

Calleb explica que não existe uma frequência única de testagem. Cada animal deve ser avaliado individualmente. Quem pretende adotar um novo gato já tendo outros em casa deve considerar um período de quarentena e novos testes, já que a infecção pode levar de 30 a 60 dias para aparecer nos exames.

Vacina

Há vacina contra a FeLV, mas não contra a FIV. A aplicação não deve ser feita de forma indiscriminada: é preciso avaliar cada caso. Antes de vacinar contra a FeLV, o ideal é que o gato seja testado.

Cuidados e qualidade de vida

Não existe cura específica para FIV ou FeLV. O acompanhamento veterinário, porém, permite monitorar a saúde e controlar complicações. A recomendação é consulta pelo menos a cada seis meses, com exames conforme a necessidade.

Tutores devem observar mudanças no comportamento e na rotina do animal. Perda de peso, apatia, espirros, diarreia, vômitos e feridas na boca são sinais que merecem atenção.

“O maior mito é que o resultado positivo é uma sentença de morte. Não é”, ressalta o veterinário. Gatos com FIV podem viver muitos anos com boa expectativa de vida. O mesmo vale para muitos casos de FeLV.

A decisão sobre os cuidados e o futuro do animal não deve se basear apenas no resultado do teste, mas no estado clínico e na qualidade de vida do paciente.




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