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Bituruna,15/09/2026

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Correios entram em greve nacional por tempo indeterminado a partir desta sexta

Findect informa que sindicatos de todos os estados aderiram à paralisação após negociações sem acordo; Paraná está entre as bases que aprovaram a greve.


Correios entram em greve nacional por tempo indeterminado a partir desta sexta Foto: Jornal Nacional/Reprodução

Informações de Portal g1

Trabalhadores dos Correios aprovaram greve por tempo indeterminado, com adesão de sindicatos de todos os estados do país, informou a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect). As assembleias que aprovaram a paralisação ocorreram na noite de quinta-feira (10). Segundo a Findect, a decisão marca uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo.

A Findect afirma que um dos principais impasses nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. Segundo a entidade, a direção dos Correios pretende fazer alterações no benefício. A federação declarou que a decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), Tony Sérgio, durante a paralisação, apenas os serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações sobre o funcionamento desses serviços em outras regiões.

Os Correios estão há 15 trimestres consecutivos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do segundo trimestre, no entanto, foi menor que o registrado nos dois trimestres anteriores: o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025. O resultado indica um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira da empresa, que teve prejuízo recorde no primeiro trimestre deste ano. Os Correios esperam receber um novo empréstimo até 15 de setembro. A nova injeção de recursos deve vir de um consórcio formado por bancos, como ocorreu no fim do ano passado, quando a empresa recebeu R$ 12 bilhões. Desta vez, o grupo deve envolver três instituições financeiras estrangeiras, Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank, e o Banrisul. O novo empréstimo, de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do primeiro semestre deste ano, divulgadas no fim de agosto.

A greve tem adesão de sindicatos em todos os estados. Entre as bases que aprovaram a paralisação estão o SINTCOM-PR (Paraná), SINTECT-SC (Santa Catarina), SINTECT-RS (Rio Grande do Sul), SINTECT-SP (São Paulo), SINTECT-RJ (Rio de Janeiro), SINTECT-MG (Minas Gerais), SINTECT-BA (Bahia), SINTECT-CE (Ceará), SINTECT-PE (Pernambuco), SINTECT-DF (Distrito Federal), SINTECT-GO (Goiás), SINTECT-MT (Mato Grosso), SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul), SINTECT-PA (Pará), SINTECT-MA (Maranhão), SINTECT-PI (Piauí), SINTECT-RN (Rio Grande do Norte), SINTECT-PB (Paraíba), SINTECT-AL (Alagoas), SINTECT-SE (Sergipe), SINTECT-TO (Tocantins), SINTECT-AC (Acre), SINTECT-AM (Amazonas), SINTECT-AP (Amapá), SINTECT-RO (Rondônia), SINTECT-RR (Roraima), além de bases regionais como SINTECT-CAS (Campinas), SINTECT-JFA (Juiz de Fora), SINTECT-RPO (Ribeirão Preto), SINTECT-SJO (São José do Rio Preto), SINTECT-SMA (Santa Maria), SINTECT-URA (Uberaba), SINTECT-VP (Vale do Paraíba), SINDECTEB (Bauru e região) e SINTECT-Santos (Santos e região).




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