Chuvas no Paraná afetam mais de 22 mil pessoas, deixam 4 mortos e 2 desaparecidos
Estado registra estragos em 80 cidades, com 2.587 desalojados ou desabrigados; União da Vitória está entre as mais atingidas, com Rio Iguaçu acima de 6 metros.
Foto: Prefeitura Municipal Informações de Portal g1
As chuvas que atingem o Paraná desde quarta-feira (9) já afetam 22.176 pessoas, segundo boletim atualizado pela Defesa Civil na manhã desta terça-feira (15). O número considera pessoas que tiveram estragos em casa ou foram impactadas de alguma forma, como ficar sem energia elétrica, água ou comunicações. Ao longo de sete dias, quatro pessoas morreram e duas permanecem desaparecidas.
A Defesa Civil aponta que 80 municípios registraram estragos, totalizando 3.022 casas danificadas e 18 destruídas. Pelo menos 2.587 pessoas tiveram que deixar suas casas: 2.182 ficaram desalojadas, refugiando-se em residências de parentes ou amigos, e 405 ficaram desabrigadas, precisando de abrigos públicos. A maior parte é de União da Vitória, cidade do sul do estado que alagou. Por lá, a prefeitura estima que há no mínimo 1,8 mil pessoas desalojadas e 400 em abrigos públicos.
O município é cortado pelo Rio Iguaçu, cujo nível normal é de 3,5 metros. Na tarde desta segunda-feira (14), o rio atingiu o máximo de 6,275 metros e depois começou a baixar. Às 8h desta terça-feira (15), estava em 6,267 metros, de acordo com o monitoramento hidrológico da Companhia Paranaense de Energia (Copel).
Ainda há alagamentos registrados em outras cidades, como Castro e Piraí do Sul, nos Campos Gerais, São Mateus do Sul, no sul do estado, e municípios da Região Metropolitana de Curitiba. O Paraná permanece com trechos de rodovias interditadas, principalmente entre Curitiba e Adrianópolis, na região conhecida como Vale do Ribeira, que liga o Paraná a São Paulo. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) disponibilizou um mapa para atualizar, em tempo real, as situações das rodovias.
Nesta segunda-feira (14), a Secretaria de Segurança Pública confirmou ter encontrado o corpo de um homem em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. A suspeita é que ele desapareceu depois que tentou atravessar, de carro, uma ponte que estava submersa. O veículo foi encontrado dentro do Rio Ribeira. Outro homem, que estava com ele, segue desaparecido.
Os outros três mortos são integrantes de uma família que morreu soterrada enquanto dormia, após um barranco desabar em cima de uma casa durante um temporal na manhã de quinta-feira (10), em Ponta Grossa. Os corpos de mãe, filho e padrasto foram encontrados em uma mesma cama, dentro de um quarto. Kauan da Silva Contador tinha 21 anos, era auxiliar de serviços gerais e companheiro de Jaqueline Gabriela de Lima Andrade. A jovem tinha 20 anos, era dona de casa e mãe de Vinícius Hendrick de Lima Machado, de 5 anos. A corporação afirma que eles foram atingidos por terra, lama e escombros da residência, já que uma parede e o telhado caíram devido ao impacto do desabamento.
Um morador da comunidade das Pacas, em Tunas do Paraná, na Região Metropolitana de Curitiba, também está desaparecido. A cidade registrou diversos deslizamentos. Segundo o Corpo de Bombeiros, o homem desapareceu por volta das 18h, depois que saiu de casa para consertar os canos da água de uma nascente. Conforme a corporação, o caminho que ele faria exigia a travessia de uma ponte submersa tomada por correnteza devido ao nível elevado do rio. Sem ter notícias do homem, a própria comunidade iniciou as buscas por ele. O Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost) foi ao local para apoiar o resgate.



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