Simepar classifica nuvem em formato de funil no Paraná como "tornado landspout"
Fenômeno foi registrado por volta das 12h desta quinta-feira (1º) no limite entre Ponta Grossa e Carambeí; ninguém se feriu e não houve estragos
Foto: Reprodução Informações de Portal g1
PONTA GROSSA - Uma nuvem em formato de funil assustou moradores de Ponta Grossa e de Carambeí nesta quinta-feira (1º). Ela se formou por volta das 12h no limite entre as duas cidades dos Campos Gerais do Paraná. Ninguém se feriu e nenhum estrago foi registrado devido ao fenômeno.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) classificou o fenômeno como "tornado landspout", um tornado de fraca intensidade e de curta duração, não associado a uma nuvem supercelular. O órgão explica que, em geral, ele se origina de pequenos redemoinhos de ar na superfície e é menos destrutivo do que os tornados tradicionais.
A Climatempo complementa que o tornado do tipo landspout não se forma a partir de uma tempestade supercélula, como uma cunha ou um tornado de cone. "Em vez disso, ele se forma através de uma área de rotação que se origina perto da superfície, e não de cima, como acontece nos outros tipos de tornados. Assim, esse ar rotativo é esticado verticalmente até chegar próximo às nuvens. Alguns chegam a ser classificados como 2 na escala Fujita", explica a Climatempo.
Thais Krapp, que trabalha com transporte escolar junto com o marido, conta que eles estavam indo buscar uma aluna quando viram a nuvem em formato de funil se formando. Eles pararam o veículo para observar e filmar o fenômeno. "Aparentemente, ao vivo, parecia tocar o chão... A nuvem girava em torno de si mesma! Talvez no vídeo a gente não consiga ver isso muito bem, mas ao vivo era uma cena muito impressionante, algo que eu nunca tinha avistado antes", relata.
Escala Fujita
Existem duas formas principais de classificar tornados: a Escala Fujita (F) e a Escala Fujita Aprimorada (EF). No Brasil, a versão aprimorada não é adotada oficialmente, e o Simepar utiliza a Escala Fujita tradicional para medir a gravidade dos tornados com base nos danos provocados. Quanto maior for a destruição, maior é a categoria atribuída ao fenômeno.
Especialistas avaliam estruturas atingidas, como casas, galpões, árvores e postes, para estimar a velocidade do vento que atuou no local por, pelo menos, três segundos. A partir dessa estimativa, o tornado recebe uma classificação.
- Tornado F0: ventos entre 65 km/h e 116 km/h, com danos leves;
- Tornado F1: ventos entre 116 km/h e 180 km/h, com danos moderados;
- Tornado F2: ventos entre 180 km/h e 253 km/h, com danos consideráveis;
- Tornado F3: ventos entre 253 km/h e 332 km/h, com danos severos;
- Tornado F4: ventos entre 332 km/h e 418 km/h, com danos devastadores;
- Tornado F5: ventos entre 418 km/h e 511 km/h, com destruição extrema.



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