''Gripe K'': especialistas explicam o que é o subtipo de vírus influenza que preocupa para 2026
Subtipo K do influenza A (H3N2) não é uma nova doença nem tem sintomas diferentes, mas pode prolongar a temporada de gripe; vacinação e diagnóstico precoce são as principais recomendações.
Foto: Freepik Autoridades de saúde emitem alertas sobre a circulação de um subtipo do vírus influenza A (H3N2), chamado subclado K. Especialistas esclarecem que não se trata de uma nova gripe ou de sintomas mais graves, mas sim de uma variação que pode estender a duração da temporada da doença.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e organismos internacionais como a OMS, a chamada "gripe K" refere-se a uma subdivisão do vírus influenza já conhecido, com pequenas mudanças genéticas.
Sintomas e Gravidade
- Os sintomas são os mesmos da gripe sazonal comum: febre, mal-estar, dor no corpo, dor de cabeça, tosse, dor de garganta e cansaço.
- Não há evidências, até o momento, de que este subtipo cause doença mais grave ou mais prolongada. A percepção de sintomas mais fortes está ligada à variabilidade individual, idade e condições de saúde de cada pessoa.
- Austrália e Nova Zelândia, onde o subtipo circulou por mais tempo, não registraram aumento nas taxas de hospitalização ou morte associadas a ele.
Grupos de Risco e Cuidados
- Os grupos que mais precisam de atenção são os mesmos: idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e imunocomprometidos.
- A recomendação é buscar atendimento médico diante de sinais como febre alta e prolongada, falta de ar, cansaço intenso ou piora clínica, especialmente nesses grupos.
Diagnóstico e Tratamento
- O diagnóstico precoce, por meio de testes rápidos, é crucial.
- Existe tratamento antiviral (oseltamivir) eficaz, principalmente se iniciado nas primeiras 48 a 72 horas após o início dos sintomas, reduzindo o risco de complicações.
Por que o subtipo K está em alerta?
- Estudos apontam que este subclado foi associado a uma temporada de gripe mais longa que o normal na Austrália e Nova Zelândia em 2025, estendendo-se para além do período esperado.
- A rápida disseminação sugere que o vírus está bem "adaptado", o que pode levar a uma circulação mais prolongada em outras regiões do mundo.
- Os vírus do subclado K permanecem sensíveis aos antivirais existentes.
Alertas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) destacaram o crescimento e a antecipação da circulação deste subtipo do influenza A(H3N2) no Hemisfério Norte. Um estudo publicado na Eurosurveillance analisou seu comportamento na Oceania.



COMENTÁRIOS