Ferimento com terra ou poeira pode causar tétano; vacina de reforço é necessária a cada 10 anos
Doença é causada por bactéria presente no solo, poeira e fezes de animais; ferimentos simples podem levar à infecção. Em 2024 e 2025, Paraná registrou 10 casos e 2 mortes por ano. Vacina está disponível em todas as UBS.
Foto: Reprodução/Internet A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça o alerta à população sobre a gravidade do tétano, doença não transmissível, mas que ainda apresenta riscos no Paraná. A principal forma de prevenção é a vacinação, disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde do SUS.
O tétano é causado pela bactéria Clostridium tetani, encontrada no solo, poeira e fezes de animais. A infecção ocorre quando os esporos entram no organismo por meio de ferimentos, cortes, perfurações, queimaduras ou lesões causadas por objetos contaminados. A doença ataca o sistema nervoso, provocando rigidez muscular intensa e dificuldade respiratória – podendo levar à morte.
Segundo dados da Sesa, há uma tendência de redução gradual na incidência do tétano no Estado, mas o cenário ainda exige vigilância:
| Ano | Casos | Óbitos |
| 2017 | 23 | - |
| 2018 | 17 | entre 5 e 11 |
| 2019 | 17 | entre 5 e 11 |
| 2020 | - | 6 |
| 2024 | 10 | 2 |
| 2025 | 10 | 2 |
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, afirma: “A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra o tétano. Mesmo sendo uma doença evitável, ainda registramos casos e mortes no Paraná, o que reforça a importância de manter a carteira de vacinação atualizada ao longo da vida.”
Esquema vacinal
Crianças (calendário de rotina)
- Pentavalente: 3 doses (2, 4 e 6 meses)
- Reforço DTP: 15 meses e 4 anos
Adultos e idosos
- Reforço a cada 10 anos com a vacina dupla adulto (dT)
Gestantes
- dTpa: uma dose em cada gestação, preferencialmente a partir da 20ª semana (protege a mãe e o bebê)
Cobertura vacinal no Paraná (2025)
- Pentavalente: 94,15% (meta: 95%)
- Reforço DTP: 86,51%
- Vacinação de gestantes: 85,21%
Recomendações importantes
Qualquer ferimento – especialmente com objetos perfurantes (prego, espinho, caco de vidro) ou em ambientes com terra/pó – deve ser avaliado em uma unidade de saúde.
Profissionais da agricultura, construção civil e serviços gerais devem redobrar a atenção.
Idosos costumam ter esquemas vacinais incompletos ou esquecer os reforços de 10 em 10 anos.



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