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Bituruna,03/06/2026

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EUA propõem sobretaxa de 12,5% para o Brasil por falha no combate ao trabalho forçado

País está entre 60 economias que, segundo investigação americana, não têm proibição efetiva contra importação de produtos feitos com mão de obra escrava.

Fonte: Porta G1
EUA propõem sobretaxa de 12,5% para o Brasil por falha no combate ao trabalho forçado Foto: REUTERS/Ken Cedeno

O governo dos Estados Unidos propôs, nesta terça-feira (2), uma tarifa adicional de 12,5% sobre todos os produtos brasileiros. A medida foi anunciada após investigação do Escritório de Comércio dos EUA (USTR) concluir que o Brasil, ao lado de outros 59 países, falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A decisão se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e estabelece dois níveis de sobretaxa: 10% para países com alguma proibição parcial ou acordos formais (como União Europeia, México e Canadá) e 12,5% para os demais, grupo que inclui Brasil, China, Índia, Japão, Reino Unido e Argentina, entre outros.

Segundo o relatório, embora o Brasil mantenha compromissos contra o trabalho escravo em acordos internacionais e possua uma "Lista Suja" de empregadores, ainda falta uma proibição legal efetiva que impeça, na prática, a entrada de mercadorias produzidas nessas condições. "A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou o embaixador Jamieson Greer.

A medida ainda passará por consulta pública: comentários escritos podem ser enviados até 6 de julho, e audiências estão marcadas para o dia 7. Se somada à proposta de tarifa de 25% anunciada na segunda-feira (1º) por supostas práticas desleais no comércio digital e desmatamento ilegal, a taxação sobre produtos brasileiros pode se tornar acumulativa, segundo o Itamaraty.

Esta é a segunda investigação comercial dos EUA contra o Brasil em menos de 48 horas. Na segunda-feira, o USTR já havia proposto tarifas de 25% sobre a maioria dos produtos brasileiros, com exceção de carne, café, terras raras e peças de aeronaves, alegando irregularidades no comércio digital, no Pix e no combate ao desmatamento.

As 60 economias mencionadas como foco da investigação são:

  1. África do Sul
  2. Argélia
  3. Angola
  4. Argentina
  5. Austrália
  6. Bahamas
  7. Bahrein
  8. Bangladesh
  9. Brasil
  10. Camboja
  11. Canadá
  12. Catar
  13. Cazaquistão
  14. Chile
  15. China
  16. Colômbia
  17. Coreia do Sul
  18. Costa Rica
  19. Egito
  20. El Salvador
  21. Emirados Árabes Unidos
  22. Equador
  23. Filipinas
  24. Guatemala
  25. Guiana
  26. Honduras
  27. Hong Kong (Região Administrativa Especial da China)
  28. Índia
  29. Indonésia
  30. Iraque
  31. Israel
  32. Japão
  33. Jordânia
  34. Kuwait
  35. Líbia
  36. Malásia
  37. Marrocos
  38. México
  39. Nicarágua
  40. Nigéria
  41. Noruega
  42. Nova Zelândia
  43. Omã
  44. Paquistão
  45. Peru
  46. Reino Unido
  47. República Dominicana
  48. Rússia
  49. Arábia Saudita
  50. Singapura
  51. Sri Lanka
  52. Suíça
  53. Taiwan
  54. Tailândia
  55. Trinidad e Tobago
  56. Turquia
  57. União Europeia
  58. Uruguai
  59. Venezuela
  60. Vietnã




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