Seja bem-vindo
Bituruna,14/06/2026

  • A +
  • A -

El Niño começa oficialmente e deve ser um dos mais fortes da história; Sul do Paraná terá mais chuva

NOAA confirma fenômeno nesta quinta-feira (11) e estima 63% de chance de evento muito intenso até o verão; região de Bituruna pode enfrentar temporais e cheias.

Fonte: Portal G1
El Niño começa oficialmente e deve ser um dos mais fortes da história; Sul do Paraná terá mais chuva Foto: Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou nesta quinta-feira (11) o início oficial do El Niño, fenômeno climático que aquece as águas do Oceano Pacífico e altera o padrão de chuvas e temperaturas em escala global. De acordo com o boletim divulgado pela agência, o fenômeno já está estabelecido e deve se intensificar nos próximos meses, com 63% de probabilidade de se tornar um evento muito forte, com potencial para figurar entre os maiores já registrados desde 1950.

"As condições do El Niño estão presentes e espera-se que se intensifiquem durante o inverno de 2026-2027 no Hemisfério Norte", afirmou a NOAA. A confirmação já era aguardada por meteorologistas, que vinham monitorando o aquecimento gradual do Pacífico. Em maio, a probabilidade de formação já era de 82%. Agora, a questão não é mais se o fenômeno vai ocorrer, mas qual será a sua intensidade.

O que é o El Niño e por que ele importa?

O El Niño é um fenômeno climático natural que faz parte do ciclo chamado ENOS (El Niño-Oscilação Sul). Ele se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico na faixa próxima à linha do Equador. Esse aquecimento, que precisa ser igual ou superior a 0,5°C acima da média, altera a circulação atmosférica e desencadeia mudanças nos regimes de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.

O fenômeno ocorre em intervalos que variam de dois a sete anos e tem duração média de 12 meses. O seu oposto é o La Niña, caracterizado pelo resfriamento dessas mesmas águas, com efeitos igualmente significativos, mas em direção contrária. Desde 2006, uma sequência de episódios de El Niño vem sendo registrada:

  • 2006–2007: El Niño fraco a moderado;
  • 2009–2010: El Niño moderado;
  • 2014–2016: El Niño muito forte, associado a recordes de calor;
  • 2018–2019: El Niño fraco a moderado;
  • 2023–2024: El Niño forte, um dos mais intensos já registrados.

Impactos no Brasil

Historicamente, o El Niño altera o padrão de chuva e temperatura no país. Os principais efeitos observados em eventos anteriores incluem:

- Aumento das chuvas no Sul, com maior risco de temporais, enxurradas e cheias;

- Redução das precipitações no Norte e em parte do Nordeste, podendo agravar períodos de seca;

- Maior irregularidade nas chuvas do Sudeste e Centro-Oeste, com pancadas mal distribuídas;

- Maior frequência de ondas de calor em várias regiões.

Na região de Bituruna e nos municípios vizinhos, a tendência é de chuvas acima da média nos próximos meses, especialmente durante a primavera e o verão, quando o fenômeno atinge seu pico — previsto entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. A população deve ficar atenta a alertas de temporais, ventos fortes e possibilidade de enxurradas.

Por que este El Niño preocupa?

A chegada do El Niño em 2026 ocorre em um planeta já mais aquecido pelas mudanças climáticas. O fenômeno, sozinho, não causa o aquecimento global, mas quando se instala em um mundo com temperaturas médias mais altas, pode amplificar extremos climáticos como ondas de calor, secas prolongadas e chuvas intensas.

A NOAA estima 63% de chance de que o evento atual se torne muito forte até o verão. Se isso se confirmar, ele poderá ser classificado entre os maiores El Niños já registrados, ao lado dos episódios de 1982-83, 1997-98 e 2015-16 — este último responsável por recordes de temperatura global.

No entanto, o termo "super El Niño" não é uma classificação científica oficial, sendo usado informalmente para descrever eventos de intensidade excepcional. A força do fenômeno dependerá do quanto o Pacífico vai aquecer nos próximos meses e, principalmente, de como a atmosfera responderá a esse aquecimento. Para que o fenômeno ganhe intensidade, não basta o oceano ficar mais quente: é preciso que o sistema oceano-atmosfera atue de forma acoplada e persistente.

Os efeitos do El Niño podem impactar diretamente a agricultura, os reservatórios de água, a geração de energia e até o preço dos alimentos. No Sul do Brasil, o aumento das chuvas pode beneficiar algumas culturas, mas também trazer prejuízos com enchentes e temporais. Já no Norte e Nordeste, a redução das precipitações pode agravar a seca e aumentar o risco de queimadas.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.