Pai que chutou filha de 3 anos em Francisco Beltrão é denunciado por tortura e lesão corporal
Homem obrigava os dois filhos, de 3 e 5 anos, a ajoelharem sobre tampinhas de garrafa e grãos; MP pede manutenção da prisão preventiva
Foto: Reprodução FRANCISCO BELTRÃO - O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou por tortura e lesão corporal o homem flagrado chutando a própria filha, de 3 anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do estado. A denúncia foi protocolada na terça-feira (21) pela promotora Silvia Skaetta Donatti, da 1ª Promotoria de Justiça local.
Segundo a investigação, os crimes ocorreram entre junho e julho. O pai, de 31 anos, submetia as duas crianças a castigos como ajoelhar sobre tampinhas de garrafa, grãos de pipoca e feijão. Para a promotora, a conduta teve o objetivo de "provocar intenso sofrimento físico e mental".
"A prática, além de causar dor acentuada, possui caráter humilhante e intimidatório, potencializando o sofrimento psíquico das vítimas, especialmente em razão da tenra idade das crianças", considerou o MP.
A denúncia também relata lesões corporais em duas ocasiões. No dia 2 de julho, o menino de 5 anos foi agredido no rosto com um pedaço de madeira, lesões comprovadas por fotografias anexadas ao processo. Três dias depois, em 5 de julho, câmeras de segurança registraram o momento em que o homem desfere um chute na filha durante uma caminhada. As imagens repercutiram nas redes sociais e iniciaram as investigações.
"A situação é agravada pelo fato de os atos terem sido praticados pelo próprio genitor, figura que deveria assegurar proteção e cuidado aos filhos", destacou o MP.
O homem está preso desde que a Justiça decretou a prisão preventiva, após pedido da Polícia Civil com o avanço das investigações. Na denúncia, o Ministério Público pediu que a prisão seja mantida. Caberá ao Poder Judiciário decidir se o torna réu.
Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 5 de julho. Após a divulgação do vídeo, a mãe da menina registrou boletim de ocorrência no dia 7. O pai se apresentou espontaneamente à delegacia, prestou depoimento e foi liberado por não estar em flagrante. Em reportagem do Fantástico, ele disse que "perdeu a cabeça" e que a criança chorava após saírem de um mercado. Com o andamento das apurações, a prisão preventiva foi decretada.



COMENTÁRIOS