Paraná lidera taxas de mortes violentas, furto de celulares e latrocínios no Sul do Brasil, aponta anuário
Dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23); estado fica atrás de Santa Catarina nos casos de estupro
Foto: PCPR O Paraná aparece em primeiro lugar na região Sul do Brasil nas taxas de mortes violentas, roubo e furto de celulares, e latrocínios, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23). Os números são referentes a 2024 e 2025.
As taxas registradas no Paraná para cada 100 mil habitantes são: 15,5 para mortes violentas, 10,7 para homicídios dolosos, 0,4 para latrocínios e 245,3 para roubo e furto de celulares. Nos casos de estupro, o estado registrou 54,4, ficando atrás de Santa Catarina, que lidera no Sul com 56,5.
Comparativo da Região Sul (taxa por 100 mil habitantes)
Paraná
- Mortes violentas: 15,5
- Homicídios dolosos: 10,7
- Latrocínios: 0,4
- Estupros: 54,4
- Roubo e furto de celulares: 245,3
Santa Catarina
- Mortes violentas: 7,6
- Homicídios dolosos: 5,9
- Latrocínios: 0,2
- Estupros: 56,5
- Roubo e furto de celulares: 221,4
Rio Grande do Sul
- Mortes violentas: 11,3
- Homicídios dolosos: 9,9
- Latrocínios: 0,3
- Estupros: 45,2
- Roubo e furto de celulares: 128,8
Apesar da liderança paranaense no Sul, os estados do Norte e Nordeste continuam concentrando os maiores índices de violência do país. O Amapá fechou 2025 com a maior taxa de mortes violentas (42,5 por 100 mil habitantes), seguido por Bahia (36,8) e Ceará (34,7). Em homicídios dolosos, o Ceará lidera com 32,1, à frente de Pernambuco (31,1) e Alagoas (29). Em latrocínios, Maranhão (0,9) e Pará (0,8) têm as taxas mais altas.
Roraima registrou o maior índice de estupros (127,1), seguido por Rondônia (97,1) e Acre (96,6). Já em roubo e furto de celulares, o Distrito Federal lidera com 677,1, seguido por Amazonas (671,9) e Amapá (611,4).
Na comparação entre 2024 e 2025, 20 estados apresentaram redução nas taxas de mortes violentas. Sete tiveram alta, com destaque para o Rio Grande do Norte, que passou de 24,4 para 29,1, um aumento de 19,6%.



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