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Bituruna,24/04/2026

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Gripe, Covid, pneumococo e VSR: entenda quais vacinas respiratórias tomar e quando

Imunizantes têm funções diferentes e se complementam. Idade, doenças crônicas e época do ano definem a estratégia de proteção. Especialistas explicam como organizar o calendário.

Fonte: Portal G1
Gripe, Covid, pneumococo e VSR: entenda quais vacinas respiratórias tomar e quando Foto: Freepik

Com a chegada do outono e o aumento de infecções respiratórias no país, uma dúvida volta aos consultórios: quais vacinas são necessárias e em que momento tomar cada uma? Gripe, Covid-19, pneumococo e vírus sincicial respiratório (VSR) exigem decisões combinadas, guiadas por idade, condições de saúde e calendário vacinal.

Não existe uma vacina que proteja contra todas as doenças respiratórias. Os imunizantes disponíveis não competem entre si – eles se somam. Cada um atua contra um agente específico: a da gripe é atualizada anualmente contra o vírus influenza; a pneumocócica combate a bactéria Streptococcus pneumoniae; a de Covid-19 é atualizada contra variantes; e a do VSR protege contra o vírus sincicial respiratório, principal causa de bronquiolite em bebês.

Quem precisa tomar?

O ponto de partida é a idade. Crianças pequenas, gestantes, adultos e idosos têm calendários distintos e prioridades diferentes. Doenças crônicas (asma, diabetes, cardiopatias) ampliam o risco de complicações e mudam a indicação. Um adulto jovem saudável pode não ter indicação para a vacina pneumocócica, mas passa a ter se apresentar doença pulmonar relevante. Pessoas que trabalham em ambientes fechados ou com grande circulação também se beneficiam mais.

Quando se vacinar?

Gripe: deve ser aplicada antes do pico do vírus (março a maio), mas tomar fora desse período ainda traz benefício.

Covid-19: reforços periódicos, especialmente para grupos de risco – geralmente a cada seis meses para idosos e pessoas vulneráveis.

Pneumocócica: pode ser tomada em qualquer época do ano. Indicação depende da idade e de doenças crônicas.

VSR: não tem calendário sazonal rígido; a aplicação é guiada pelo perfil do paciente (gestantes, idosos, comorbidades).

Pode tomar mais de uma ao mesmo tempo?

Sim. As principais vacinas respiratórias são feitas com vírus ou bactérias inativados (não se replicam), podendo ser administradas juntas sem competir. O sistema imunológico responde simultaneamente a múltiplos estímulos. A aplicação no mesmo dia é uma estratégia consolidada para evitar atrasos no calendário.

Onde conseguir?

Gripe: disponível no SUS para grupos prioritários (versão trivalente). Na rede privada, há versão de alta dose para idosos.

Covid-19: gratuita no SUS para grupos definidos pelo Ministério da Saúde.

Pneumocócica: no SUS para crianças e alguns grupos de risco; na rede privada há versões mais amplas (mais sorotipos).

VSR: vacina entrou recentemente no SUS para gestantes (protege o bebê nos primeiros meses). Para idosos e comorbidades, acesso ainda é majoritariamente privado.

A adesão segue abaixo do ideal. A cobertura contra influenza ficou em torno de 55% entre grupos prioritários no último ano. A percepção de risco diminuiu, mas os vírus continuam circulando. Mais do que seguir campanhas, a recomendação é considerar o próprio risco – que varia com idade, saúde e exposição.




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