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Bituruna,22/05/2026

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Ebola: OMS declara emergência internacional após surto na África; especialistas avaliam risco para o Brasil

República Democrática do Congo e Uganda já somam 134 mortes e mais de 640 casos; cepa Bundibugyo não tem vacina nem tratamento aprovado

Fonte Portal G1
Ebola: OMS declara emergência internacional após surto na África; especialistas avaliam risco para o Brasil Foto: CDC/Cynthia Goldsmith

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de preocupação internacional no último dia 17 de maio, após um novo surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda. Até o dia 19 de maio, o surto já acumulava 536 casos suspeitos, 105 prováveis, 34 confirmados e 134 mortes na República Democrática do Congo, além de dois casos confirmados e uma morte em Uganda.

O que torna a situação mais grave é que a cepa responsável pelo surto é a Bundibugyo — identificada pela primeira vez em 2007. Diferentemente das cepas Ebola-Zaire, para as quais há vacinas aprovadas, não há terapêutica nem imunizante específico para essa variante. O tratamento disponível é apenas de suporte: hidratação, controle da hemorragia e alívio dos sintomas.

O Ebola pode chegar ao Brasil?

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o risco de o vírus chegar ao Brasil existe, mas é improvável no momento. Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que a própria OMS reconhece que as chances de uma epidemia ou pandemia ainda são distantes. O que motivou a declaração de emergência foi a necessidade de os países reforçarem a vigilância antes que a situação se agrave.

André Bon, coordenador de infectologia do Hospital Brasília, reforça que a OMS classifica como baixo o risco de transmissão para países que não fazem fronteira com a região afetada. "O risco de introdução no Brasil é baixo, mas pelo alto risco da doença, é importante se manter vigilante", afirma.

Em 2014, durante uma grande epidemia na África Ocidental, um caso suspeito chegou ao Brasil e foi prontamente identificado e isolado. No fim, o diagnóstico de Ebola não foi confirmado.

Transmissão e sintomas

O Ebola não se transmite pelo ar. É preciso contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada — sangue, secreções, fezes ou vômito — ou com animais mortos pela doença. Isso o diferencia de doenças como sarampo e Covid-19.

Os primeiros sintomas são febre alta súbita, dor muscular intensa e manifestações gastrointestinais. Em casos graves, o quadro evolui para hemorragias, queda de pressão e choque, com semelhanças à dengue grave. O período de incubação varia de 2 a 21 dias.

O Brasil está preparado?

O país mantém um protocolo para o Ebola desde surtos anteriores, coordenado pelo Ministério da Saúde. O plano inclui vigilância em portos e aeroportos, critérios para classificar casos suspeitos e encaminhamento para confirmação laboratorial. Especialistas avaliam que o conhecimento clínico com doenças hemorrágicas como dengue grave e febre amarela garante base para lidar com o quadro.




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