Novo surto de vírus Nipah na Índia deixa países asiáticos em alerta e reforça segurança em aeroportos
Patógeno tem alta letalidade e não possui vacina; Tailândia intensificou triagem de passageiros e medidas de limpeza em terminais após casos em Bengala Ocidental.
Foto: Universal Images Group/Getty Images Um novo surto do vírus Nipah na Índia trouxe preocupação e levou países vizinhos a reforçarem medidas de vigilância em aeroportos, visando conter a disseminação do patógeno.
A Índia enfrenta um novo surto do vírus Nipah, patógeno de alta letalidade que pode causar encefalite fatal. O surgimento de casos em Bengala Ocidental fez com que países como a Tailândia intensificassem a triagem de passageiros e os protocolos de limpeza em aeroportos internacionais.
Cerca de 110 pessoas foram colocadas em quarentena no estado indiano de Bengala Ocidental após dois profissionais de saúde testarem positivo para o vírus no início de janeiro. Eles haviam tido contato com casos confirmados, mas inicialmente testaram negativo.
Em resposta, a Tailândia anunciou protocolos de saúde e medidas de triagem em três aeroportos internacionais (Don Mueang, Suvarnabhumi e Phuket) que recebem voos da região afetada. Em Suvarnabhumi, 332 passageiros provenientes da Índia foram examinados, sem suspeitas identificadas até o momento.
O vírus Nipah é uma zoonose, transmitida por morcegos frugívoros e porcos, e também pode se espalhar entre humanos ou por alimentos contaminados. Seus sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e vômitos, podendo evoluir para encefalite (inchaço cerebral), coma e óbito. A letalidade pode chegar a 75% dos infectados. Não há vacina ou cura; o tratamento é de suporte.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lista o Nipah entre as doenças prioritárias para pesquisa devido ao seu potencial epidêmico, ao lado de Ebola, Zika e Covid-19.
O vírus foi identificado pela primeira vez em 1999 na Malásia, em um surto que matou mais de 100 pessoas. Desde então, surtos ocorrem periodicamente no sul e sudeste da Ásia, com Bangladesh sendo um dos países mais afetados. O estado indiano de Kerala erradicou surtos anteriores com testes em massa e isolamento rigoroso.



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