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Bituruna,25/02/2026

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Ucrânia aceita negociar territórios ocupados com a Rússia, diz Bloomberg

Plano de paz europeu prevê 12 pontos e propõe cessar-fogo imediato, garantias à Ucrânia e retirada gradual de sanções contra Moscou; Conselho de paz seria supervisionado por Donald Trump.

Fonte: g1
Ucrânia aceita negociar territórios ocupados com a Rússia, diz Bloomberg Foto: NTB/Ole Berg-Rusten/via REUTERS

A Ucrânia estaria disposta a negociar com a Rússia os territórios atualmente ocupados pelas tropas russas, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (21) pela agência Bloomberg. O plano, elaborado por líderes da União Europeia e do governo ucraniano, propõe um acordo de 12 pontos para encerrar o conflito que já dura três anos.

De acordo com as fontes ouvidas pela Bloomberg, o documento prevê interromper os combates nas linhas atuais da frente de guerra, concedendo garantias de segurança à Ucrânia e retirada gradual das sanções econômicas impostas à Rússia desde 2022.

Um Conselho de Paz supervisionado por Donald Trump ficaria responsável por implementar e monitorar o cumprimento do acordo — modelo semelhante ao aplicado no plano proposto para encerrar o conflito entre Israel e Hamas.

Os principais pontos do plano incluem:

  • Cessar-fogo imediato nas atuais linhas de combate;
  • Retorno de crianças ucranianas sequestradas e trocas de prisioneiros;
  • Garantias de adesão rápida da Ucrânia à União Europeia e recursos para reconstrução;
  • Reversão das sanções apenas se a Rússia violar o acordo;
  • Negociações futuras sobre a governança das áreas ocupadas, sem reconhecimento formal da soberania russa sobre elas.

Segundo a agência, o plano será apresentado a Donald Trump ainda nesta semana. O presidente americano tem pressionado tanto Moscou quanto Kiev pelo fim do conflito e mantém contato direto com Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky.

Trump teria pedido a Zelensky que aceitasse os termos russos para encerrar a guerra, segundo o Financial Times, oferecendo à Rússia parte da região de Donbass em troca de áreas menores em Kherson e Zaporizhzhia.

O líder ucraniano, porém, busca garantias de apoio militar e armas de longo alcance, como os mísseis Tomahawk, que os EUA ainda não se comprometeram a fornecer.

Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, a Ucrânia conta com o apoio militar dos Estados Unidos e da Otan. O conflito já deixou dezenas de milhares de mortos e devastou regiões inteiras do leste e sul do país.

O plano europeu marca a primeira vez que o governo ucraniano admite negociar territórios ocupados, o que pode representar um ponto de virada nas negociações internacionais.




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