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Bituruna,25/02/2026

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Colesterol ruim x amendoim: porções, versões e riscos para reduzir o LDL

Especialistas recomendam entre 15 g e 30 g diárias; amendoim natural pode favorecer a saúde cardiovascular, já versões ultraprocessadas e o consumo excessivo elevam calorias e prejudicam o perfil lipídico.

Fonte: Portal g1
Colesterol ruim x amendoim: porções, versões e riscos para reduzir o LDL Foto: Adobe Stock

O amendoim pode ser aliado discreto na redução do LDL (colesterol “ruim”) quando consumido em porções controladas (15–30 g/dia) e em versões naturais; contudo, em excesso ou na forma ultraprocessada tende a aumentar calorias e prejudicar o perfil lipídico, dizem especialistas ouvidos pela reportagem.

Especialistas destacam que o efeito do amendoim sobre o LDL é pequeno e depende da quantidade, da forma de preparo e do contexto da dieta. A porção recomendada pelas diretrizes citadas na reportagem situa-se entre 15 g e 30 g por dia (equivalente a 1–2 colheres de sopa). Consumos acima de 60 g por dia têm mostrado efeitos mais intensos, porém também implicam risco calórico elevado.

A professora Monica Assunção, da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Alagoas, aponta que versões in natura ou torradas sem sal e a pasta de amendoim natural são preferíveis. O nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), observa que mudanças no LDL costumam ser discretas — da ordem de poucos mg/dL — e que o amendoim não substitui tratamento médico.

Composição e possíveis benefícios: o grão fornece gorduras insaturadas, proteínas, fibras, fitosteróis, polifenóis, arginina e micronutrientes (vitamina E, vitaminas do complexo B, magnésio, fósforo, potássio, zinco, cobre) que podem favorecer a saúde cardiovascular e a saciedade, ajudando a reduzir petiscos menos saudáveis.

Riscos e recomendações práticas: o amendoim é calórico (≈550 kcal/100 g na versão assada). Profissionais alertam para o perigo das versões salgadas, açucaradas ou industrializadas, que adicionam sódio e açúcares; em excesso, o consumo pode aumentar triglicerídeos e dificultar o emagrecimento. Recomenda-se evitar mais de 30 g/dia sem orientação, optar por versões sem sal/sem açúcar e integrar o alimento em um plano alimentar prescrito por nutricionista.

Como incluir sem prejudicar a dieta?

Sugestões dos especialistas incluem usar 15–30 g como lanche, substituir snacks ultraprocessados por amendoim natural, combinar com fibras solúveis (aveia, frutas) e fontes de ômega-3 (peixes) para potencializar efeito cardioprotetor, e ajustar o restante da ingestão calórica diária para evitar excedente energético.

Quem deve ter atenção redobrada?

Pessoas com obesidade, diabetes, triglicerídeos muito altos ou hipertensão devem controlar porções e preferir versões sem sal; pacientes em tratamento medicamentoso (ex.: estatinas) podem consumir amendoim com orientação clínica, pois o impacto do grão é complementar e discreto.

Estimativas e evidências sugerem que apenas 20–25% dos casos de dislipidemia estão diretamente ligados à alimentação; portanto, mudanças dietéticas como a inclusão moderada de amendoim atuam como estratégia complementar, enquanto perda de peso e medicamentos seguem sendo medidas centrais para reduzir significativamente o LDL.




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