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Bituruna,25/02/2026

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Entenda os fatores de risco do câncer colorretal, que avança entre jovens

Incidência cresce entre menores de 50 anos; especialistas investigam causas como obesidade, sedentarismo e ultraprocessados.

Fonte: Portal g1
Entenda os fatores de risco do câncer colorretal, que avança entre jovens Foto: Samunella/Depositphotos/IMAGO

O câncer colorretal, antes mais associado a adultos mais velhos, tem apresentado aumento de casos entre pessoas com menos de 50 anos, tornando-se uma preocupação crescente para especialistas e sistemas de saúde. Nos Estados Unidos a doença já figura como a neoplasia que mais mata abaixo dos 50 anos.

Pesquisadores apontam que, embora a maioria dos casos ainda ocorra em quem tem 50 anos ou mais, as taxas vêm subindo entre os mais jovens desde os anos 2000. Um estudo publicado em 2025 na The Lancet Oncology analisou dados de 50 países e identificou aumento da incidência em 27 deles, com avanço precoce em 20 países.

Nos Estados Unidos, estima-se que mais de 158 mil casos serão diagnosticados neste ano e que o câncer colorretal será responsável por mais de 55 mil mortes, segundo dados da Sociedade Americana do Câncer. No Brasil, o tumor é o terceiro tipo mais comum, com cerca de 45.630 novos casos estimados por ano; levantamentos indicam que a mortalidade nacional relacionada ao câncer colorretal aumentou quase 50% nas últimas duas décadas, segundo reportagem do jornal Estadão. A Fundação do Câncer identificou que mais de 60% dos casos no país são diagnosticados tardiamente, e projeta que as mortes podem crescer 36% até 2040 se tendências persistirem.

Fatores de risco e hipóteses

Os fatores de risco clássicos incluem obesidade, inatividade física, dieta rica em carne vermelha ou processada e pobre em frutas e verduras, tabagismo, consumo excessivo de álcool, doença inflamatória intestinal e histórico familiar. Pesquisas recentes também avaliam associações entre o aumento de casos precoces e o consumo elevado de alimentos ultraprocessados e o sedentarismo, embora essas relações ainda não estabeleçam causalidade definitiva.

Cientes das lacunas, especialistas têm investigado outras hipóteses, como alterações no microbioma intestinal (disbiose), que poderiam influenciar processos inflamatórios e risco tumoral. Artigos de análise e síntese publicados na plataforma The Conversation ressaltam que, quando detectado precocemente, o câncer colorretal tem taxas de sobrevivência em cinco anos na faixa de 80% a 90%; em estágios avançados, a sobrevivência pode cair para cerca de 10% a 15%.

Sintomas e rastreamento

Sinais que devem motivar investigação incluem sangramento nas fezes, alterações persistentes no hábito intestinal (diarreia, constipação ou fezes mais finas), dor ou cólica abdominal, perda de peso involuntária e anemia sem causa aparente. Diretrizes médicas recomendam que adultos de risco médio iniciem o rastreamento aos 45 anos, por meio de testes de sangue nas fezes (anualmente) ou colonoscopia (a cada 10 anos, se resultados normais). Pessoas com risco aumentado — por histórico familiar ou condições hereditárias — devem começar exames mais cedo.

O que falta saber?

Ainda não há consenso científico que explique inteiramente o aumento entre os jovens. Além do microbioma, pesquisadores investigam diferenças na localização dos tumores (mais à esquerda do cólon e no reto em pacientes jovens), alterações ambientais e comportamentais recentes, e possíveis fatores genéticos ainda não totalmente caracterizados.




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