Três vírus preocupam especialistas e podem provocar novas crises sanitárias em 2026
Avanço do Oropouche no Brasil, mutações da gripe aviária e circulação global do mpox acendem alerta internacional
Foto: NIH-NIAID/IMAGE POINT FR/BSIP/picture alliance Especialistas em doenças infecciosas alertam que três vírus devem permanecer no radar sanitário global em 2026: a gripe aviária H5N1, o mpox e o vírus Oropouche. A combinação de mudanças climáticas, maior mobilidade humana e expansão urbana tem favorecido a evolução e a disseminação desses patógenos, aumentando o risco de novos surtos e crises de saúde pública.
O vírus Oropouche, transmitido por mosquitos, é considerado a ameaça emergente mais relevante para o Brasil. Antes restrito à Amazônia, ele se espalhou para diversas regiões do país nos últimos anos e já teve mortes confirmadas. A doença provoca sintomas semelhantes aos da gripe e ainda não possui vacina ou tratamento específico.
Outro ponto de atenção é o H5N1, vírus da gripe aviária que recentemente passou a infectar mamíferos, incluindo gado leiteiro e humanos em casos isolados. O temor dos especialistas é que o patógeno adquira capacidade de transmissão eficiente entre pessoas, condição essencial para uma pandemia.
Já o mpox, que se espalhou globalmente a partir de 2022, segue em circulação com duas variantes distintas: uma mais transmissível e outra mais grave. Casos continuam sendo registrados fora da África, inclusive sem histórico de viagem, indicando possível transmissão local em novos territórios.
Além desses três vírus, outras doenças virais também preocupam autoridades sanitárias em 2026. O chikungunya registrou centenas de milhares de casos recentes nas Américas, enquanto o sarampo volta a crescer em países com queda na vacinação. Especialistas apontam que fatores como aquecimento global, desmatamento e intensificação das viagens internacionais aumentam o contato entre humanos e patógenos, favorecendo o surgimento de novas epidemias.



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