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Bituruna,25/02/2026

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Incêndio em Hong Kong deixa 61 mortos em complexo de arranha-céus

Fogo que começou na quarta-feira (26) ainda não foi totalmente controlado; três pessoas foram presas por suspeita de negligência e centenas estão desaparecidas.

Fonte: g1
Incêndio em Hong Kong deixa 61 mortos em complexo de arranha-céus Foto: Yan Zhao/AFP

HONG KONG - Um incêndio de grandes proporções continua mobilizando equipes de resgate em Hong Kong nesta quinta-feira (27), após atingir um complexo residencial de arranha-céus na quarta-feira (26). O balanço atualizado registra 61 mortos e 72 feridos, sendo este o incêndio mais mortal na cidade em três décadas.

O fogo começou por volta das 14h51 do horário local (3h51 em Brasília) no complexo residencial localizado no distrito de Tai Po, composto por oito torres com mais de 30 andares cada. De acordo com o último censo governamental de 2021, o local abriga aproximadamente 4,6 mil moradores em cerca de dois mil apartamentos.

O Corpo de Bombeiros de Hong Kong ainda combate as chamas e trabalha no resgate de vítimas. Quase 300 pessoas permanecem desaparecidas, e muitas estariam presas dentro dos prédios em chamas. As altas temperaturas internas têm dificultado o acesso das equipes de resgate.

As investigações preliminares apontam que o incêndio se originou na estrutura de andaimes de bambu e telas verdes de construção que envolviam os prédios em reforma. A polícia confirmou que estes materiais não atendiam aos padrões de segurança contra incêndio.

Três funcionários da Prestige Construction & Engineering Company, empresa responsável pelas obras de reforma, foram presos sob suspeita de homicídio culposo. A superintendente da polícia, Eileen Chung, afirmou que "os responsáveis da empresa foram extremamente negligentes, o que levou a este acidente e fez com que o incêndio se alastrasse descontroladamente".

Além das vítimas fatais e feridos, o incêndio causou:

  • Fechamento de trecho da rodovia Tai Po
  • Desvio de linhas de ônibus
  • Isolamento de quarteirões vizinhos
  • Mobilização de 400 policiais adicionais

Um bombeiro está entre as vítimas fatais, e outros profissionais de resgate sofreram ferimentos durante o combate às chamas.

Hong Kong tem histórico de incêndios graves. O último de grande magnitude ocorreu em 1996, quando 41 pessoas morreram em um incêndio causado por soldagem durante reformas. A tragédia atual supera este número e já é considerada uma das piores da história recente da cidade.

O uso de andaimes de bambu, tradicional na arquitetura chinesa, tem sido gradualmente reduzido após 22 mortes de trabalhadores entre 2019 e 2024 relacionados a acidentes com essa estrutura.




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