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Bituruna,21/07/2026

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Café é associado a menor risco de infarto e AVC, aponta Associação Americana do Coração

Novo documento científico indica que até 400 mg de cafeína por dia (3 a 5 xícaras) são seguros para a maioria dos adultos; benefícios não se aplicam a energéticos e doses elevadas

Fonte: Portal G1
Café é associado a menor risco de infarto e AVC, aponta Associação Americana do Coração Foto: Adobe Stock

 A American Heart Association (AHA) divulgou uma nova declaração científica que associa o consumo moderado e habitual de café a um menor risco de doenças cardiovasculares. Segundo o documento, ingerir até 400 mg de cafeína por dia — o equivalente a aproximadamente três a cinco xícaras de café de 240 ml — é considerado seguro para a maioria dos adultos e foi relacionado à redução do risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, fibrilação atrial, hipertensão e diabetes tipo 2.

A revisão analisou estudos observacionais, ensaios clínicos e análises genéticas. Os autores destacam que os resultados favoráveis estão ligados principalmente ao café, e não à cafeína isolada. A bebida contém compostos como ácidos clorogênicos, diterpenos e melanoidinas, com ação antioxidante e anti-inflamatória, que podem melhorar a sensibilidade à insulina e a função dos vasos sanguíneos. Tanto o café cafeinado quanto o descafeinado mostraram benefícios em algumas pesquisas.

A entidade alerta, no entanto, que os efeitos positivos não devem ser estendidos a bebidas energéticas, suplementos ou doses muito altas de cafeína. Esses produtos foram associados a aumento significativo da pressão arterial e, em relatos de caso, a arritmias graves e até morte súbita.

Preparo e colesterol

O modo de preparo também faz diferença. O café sem filtro (como o preparado na prensa francesa ou fervido) pode elevar o colesterol LDL ("ruim") devido ao cafestol. Já o café filtrado em papel e o solúvel praticamente não contêm a substância e não apresentaram esse efeito.

Diabetes tipo 2

Uma revisão de 28 estudos prospectivos mostrou redução de 20% no risco de diabetes tipo 2 entre consumidores de cerca de 3,5 xícaras diárias, e de até 30% para quem bebia em torno de cinco xícaras. Os autores acreditam que esses benefícios estejam mais ligados aos compostos do café do que à cafeína em si.

Arritmias

O consumo moderado não aumentou o risco de fibrilação atrial na maioria dos estudos; ao contrário, foi associado a menor ocorrência da arritmia. Um ensaio clínico mostrou redução de 39% na recorrência em pacientes que passaram a tomar pelo menos uma xícara de café cafeinado por dia.

Resposta individual

A velocidade com que cada pessoa metaboliza a cafeína varia por fatores genéticos, mas ainda não há evidências suficientes para afirmar que isso altere os efeitos cardiovasculares do consumo habitual.

A AHA ressalta que a maioria das evidências vem de estudos observacionais e defende novos ensaios clínicos para separar os efeitos da cafeína dos demais compostos do café. A entidade também pede cautela com produtos sintéticos e altas doses da substância.




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