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Bituruna,09/01/2026

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Novo guia orienta mudança no rastreamento do câncer de colo do útero no Brasil

Documento da Fundação do Câncer, lançado nesta quinta (8), atualiza profissionais para transição do exame Papanicolau para o teste molecular de DNA-HPV no SUS.

Fonte: Agência Brasil
Novo guia orienta mudança no rastreamento do câncer de colo do útero no Brasil Foto: João Risi/MS

A Fundação do Câncer lançou nesta quinta-feira (8) uma nova versão atualizada do Guia Prático de Prevenção do Câncer de Colo do Útero. O material visa orientar profissionais de saúde durante a transição nacional no método de rastreamento da doença, que substituirá gradualmente o exame Papanicolau pelo teste molecular de DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS).

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O lançamento faz parte das ações do Janeiro Verde, mês de conscientização sobre a doença. O guia incorpora as novas Diretrizes Brasileiras aprovadas pela Conitec e reflete mudanças significativas ocorridas desde 2022, incluindo a ampliação da vacinação contra o HPV e a incorporação de tecnologias mais modernas de detecção.

A consultora médica da Fundação do Câncer, Flávia Miranda Corrêa, explica que a principal mudança no rastreamento foi a incorporação ao SUS, em 2024, dos testes moleculares (DNA-HPV) para detecção do HPV oncogênico (tipos com potencial de causar câncer). A implementação começou de forma gradativa em setembro de 2025, inicialmente em municípios de 12 estados.

Segundo o cirurgião oncológico e diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni, a vantagem do novo método é a detecção mais precoce. Enquanto o Papanicolau identifica alterações celulares já estabelecidas, o teste molecular detecta a infecção pelo vírus HPV, ampliando a capacidade de prevenção.

O público-alvo do rastreamento no Brasil continua sendo mulheres de 25 a 64 anos. A grande mudança está na periodicidade: com o teste molecular, mais sensível, o intervalo para mulheres com resultado negativo aumenta para cinco anos. Mulheres com resultado positivo para os tipos de HPV 16 e 18 (de maior risco) serão encaminhadas imediatamente para o exame de colposcopia.

O Brasil aderiu à Estratégia Global da OMS para eliminar o câncer de colo do útero, assumindo metas até 2030: vacinar 90% das meninas até 15 anos, rastrear 70% das mulheres com teste molecular e tratar 90% das diagnosticadas. A vacinação contra o HPV, disponível no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos em dose única, é considerada a principal forma de prevenção primária.




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