Estatinas reduzem colesterol ruim e previnem doenças cardíacas; veja quando o medicamento é indicado
Medicamentos inibem produção de colesterol no fígado e são aliados no controle do LDL; nova diretriz da cardiologia brasileira estabelece metas mais rígidas conforme o risco do paciente.
Foto: Reprodução / Internet Para quem tem níveis elevados de colesterol LDL (o "colesterol ruim") e alto risco cardiovascular, as estatinas se consolidam como um dos principais medicamentos para prevenir infartos e AVCs. A classe atua reduzindo a produção de colesterol no fígado e oferece outros benefícios à saúde das artérias.
As estatinas são medicamentos que inibem uma enzima responsável pela produção de colesterol no fígado, levando à redução dos níveis de LDL no sangue. Sua prescrição é indicada principalmente para pacientes com alto risco cardiovascular, diabéticos ou quem já sofreu eventos como infarto, conforme as novas e mais rígidas diretrizes brasileiras.
Como funcionam: As estatinas bloqueiam uma via enzimática no fígado, fazendo com que o órgão produza menos colesterol e, consequentemente, capture mais LDL da corrente sanguínea. Além de baixar o colesterol, elas ajudam a reduzir inflamações nas artérias e a estabilizar placas de gordura, diminuindo o risco de ruptura.
Para quem é indicado: A indicação depende do risco cardiovascular individual e dos níveis de LDL. Segundo a cardiologista Elaine Coutinho, o tratamento é recomendado para:
- Pessoas com LDL elevado sem resposta adequada apenas a mudanças no estilo de vida.
- Pacientes que já tiveram infarto, AVC ou angina (prevenção secundária).
- Diabéticos, principalmente acima dos 40 anos.
- Indivíduos com hipertensão associada a outros fatores de risco (obesidade, tabagismo).
- Casos de histórico familiar de doença cardiovascular precoce ou hipercolesterolemia familiar (condição genética).
Novas metas do colesterol: A Sociedade Brasileira de Cardiologia atualizou suas diretrizes em 2025, endurecendo as metas de LDL e criando uma nova categoria de "risco extremo". Agora, as metas são:
- Baixo risco: LDL menor que 115 mg/dL.
- Risco intermediário: menor que 100 mg/dL.
- Alto risco: menor que 70 mg/dL.
- Muito alto risco: menor que 50 mg/dL.
- Risco extremo: menor que 40 mg/dL.
Efeitos colaterais mais comuns: O principal é a dor muscular, que afeta cerca de 10% dos pacientes, mas geralmente é tolerável e reversível com ajuste de dose ou troca de medicação. Efeitos graves, como lesão muscular ou hepática, são considerados raros.
A importância dos hábitos saudáveis: Especialistas reforçam que alimentação balanceada, atividade física regular, controle do peso e evitar fumo e excesso de álcool são fundamentais. Medidas de estilo de vida podem reduzir o LDL em cerca de 15%, mas em casos de alto risco, onde a meta exige reduções acima de 50%, a estatina se torna indispensável.



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