Estresse crônico e a ''barriga de cortisol'': especialistas explicam o que realmente funciona para emagrecer
Entenda como o hormônio do estresse sabota o metabolismo criando gordura abdominal e saiba a verdade sobre o uso de chás e canetas emagrecedoras.
Foto: Unsplash/Divulgação Novas diretrizes médicas e estudos recentes detalham o impacto do cortisol alto no ganho de peso, especialmente na região abdominal. A unificação dessas descobertas com a análise de tratamentos revela que, sem o controle emocional, até as estratégias mais modernas, como as "canetas emagrecedoras", podem ter sua eficácia reduzida.
O cortisol é um hormônio essencial para a sobrevivência, mas, quando mantido em níveis elevados pelo estresse crônico, ele ordena ao corpo que armazene energia. Esse estoque ocorre preferencialmente na região da cintura, formando a "barriga de cortisol". Além disso, o hormônio altera o paladar, aumentando o desejo por alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura.
No que diz respeito aos tratamentos para reverter esse quadro, especialistas fazem alertas importantes:
- Chás e Detox: Possuem efeito diurético, auxiliando na redução do inchaço (retenção de líquidos), mas não possuem propriedades químicas capazes de "queimar" gordura corporal.
- Canetas Emagrecedoras (Injetáveis): Medicamentos como a semaglutida são eficazes no controle do apetite e no esvaziamento gástrico. No entanto, o uso sem acompanhamento médico pode causar o efeito sanfona e efeitos colaterais graves.
- Mudança de Hábito: A base continua sendo o déficit calórico aliado ao sono de qualidade, que é o período onde o cortisol é regulado naturalmente pelo organismo.
Atualmente, o Brasil enfrenta índices crescentes de obesidade associada à ansiedade. A compreensão de que o emagrecimento é um processo hormonal — e não apenas matemático de calorias — tem levado médicos a prescreverem terapias de controle de estresse como parte fundamental do tratamento para perda de peso.



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