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Bituruna,28/01/2026

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Especialistas esclarecem riscos de fones bluetooth após vídeos alarmistas nas redes

Estudo citado em publicações virais mostra associação estatística, mas não comprova que dispositivos causem nódulos na tireoide; maior risco auditivo segue sendo o volume alto.

Fonte: g1
Especialistas esclarecem riscos de fones bluetooth após vídeos alarmistas nas redes Foto: Freepik

Vídeos que circulam nas redes sociais têm gerado alerta ao associar o uso de fones de ouvido bluetooth ao surgimento de nódulos na tireoide. Especialistas, no entanto, explicam que as evidências atuais não comprovam essa relação de causa e efeito.

Um estudo científico que encontrou uma associação estatística entre o uso de fones bluetooth e nódulos na tireoide foi tomado como prova causal em vídeos virais, mas especialistas afirmam que a pesquisa não estabelece essa ligação direta e que o maior risco conhecido à saúde segue sendo o volume alto.

As publicações virais se baseiam em um estudo epidemiológico publicado em uma revista do grupo Nature, que utilizou inteligência artificial para analisar dados. Os próprios autores da pesquisa deixam claro que os resultados mostram uma associação estatística, mas não implicam uma relação de causalidade. Ou seja, não está provado que os fones bluetooth causem os nódulos.

De acordo com a médica Pauliana Lamounier, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, do ponto de vista da especialidade, o risco comprovado para a audição está relacionado ao volume do som e ao tempo de exposição, não à tecnologia bluetooth em si. Fones intra-auriculares podem concentrar mais energia sonora no canal auditivo.

A endocrinologista Carolina Ferraz, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, reforça que qualquer alarme é prematuro. “São necessários estudos independentes, com diferentes populações (...) para que a gente consiga, de fato, comprovar uma relação de causalidade”.

Os fones bluetooth emitem radiação de radiofrequência não ionizante, considerada de baixa energia e amplamente estudada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma não haver evidências consistentes de efeitos adversos dentro dos limites recomendados.

A principal recomendação médica para preservar a audição é a regra 60/60: usar o aparelho em até 60% do volume máximo por, no máximo, 60 minutos contínuos, fazendo pausas.

O tema ganhou grande repercussão nas redes sociais, onde informações complexas de estudos científicos são frequentemente simplificadas e compartilhadas sem o contexto necessário, podendo gerar alarme desproporcional.




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