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Bituruna,05/01/2026

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Janeiro terá chuvas fortes e calor dentro da média no Paraná, prevê Simepar

Primeiro mês de 2026 terá tempestades típicas de verão, principalmente entre a tarde e a noite, com risco de alagamentos, rajadas de vento e granizo; não há previsão de estiagem.

Fonte: Simpear / AEN
Janeiro terá chuvas fortes e calor dentro da média no Paraná, prevê Simepar Foto: José Fernando Ogura/AEN

O primeiro mês de 2026 no Paraná será marcado por chuvas volumosas e temperaturas dentro dos padrões históricos para o período, conforme a previsão de longo prazo divulgada pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). O cenário típico do verão incluirá a formação frequente de tempestades, principalmente nos períodos de maior aquecimento diário, com potencial para eventos severos como alagamentos, rajadas de vento e queda de granizo.

De acordo com o meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, janeiro é caracterizado pelo predomínio de intensas massas de ar quente e úmido sobre o estado. A grande quantidade de umidade na atmosfera atua como combustível para a formação das clássicas tempestades de verão, que se desenvolvem com mais frequência entre a tarde e o início da noite.

Chuvas mais significativas e volumosas ocorrem entre a tarde e a noite. As tempestades de verão, embora muitas vezes de curta duração, possuem uma grande capacidade de gerar chuva concentrada em pouco tempo, o que frequentemente leva a inundações, alagamentos urbanos e, em alguns casos, até enxurradas”, explicou Kneib.

O processo convectivo é particularmente intensificado nas regiões serranas e no Litoral. Em dezembro de 2025, por exemplo, a estação meteorológica do Simepar em Guaraqueçaba registrou 65,2 mm em um único dia (29/12), enquanto a estação pluviométrica da concessionária EPR na BR-277, em Paranaguá, mediu 83,6 mm no dia 30/12. Episódios semelhantes, com volumes que podem superar 50 mm em poucas horas, têm alta probabilidade de se repetir em janeiro de 2026.

No interior do estado, os dias de forte aquecimento também convertem a energia atmosférica em nuvens do tipo cumulonimbus, que são as responsáveis por esses eventos severos. “Além da chuva intensa, há sempre a condição para a ocorrência de granizo, rajadas de vento localizadas e forte e frequente incidência de raios”, complementou o meteorologista.

O Simepar também afirma que não há expectativa de nenhum período prolongado de estiagem durante o mês. As temperaturas devem se manter nos patamares elevados típicos da estação. A combinação entre calor e umidade relativa do ar alta resultará frequentemente em uma sensação térmica ainda mais elevada do que a temperatura real registrada pelos termômetros, causando a conhecida sensação de tempo abafado.

Analisando as médias históricas para o mês de janeiro no Paraná, o Simepar detalha os seguintes padrões climatológicos:

Temperaturas Mínimas:

  • Os dias amanhecem mais quentes (acima de 20°C) no Oeste, Noroeste, Litoral e na faixa de divisa com São Paulo.
  • As mínimas são mais baixas nos Campos Gerais e no Sul do estado, com médias entre 16°C e 18°C.
  • Nas demais regiões, as mínimas históricas ficam entre 18°C e 20°C.

Temperaturas Médias:

  • Historicamente superiores a 26°C em Foz do Iguaçu e arredores.
  • Faixa entre 22°C e 24°C em regiões próximas a Cascavel, Toledo, Maringá, Londrina, Telêmaco Borba e Francisco Beltrão.
  • Entre 24°C e 26°C no resto do Oeste, Norte e Noroeste.
  • Entre 20°C e 22°C na região de Apucarana, nos Campos Gerais e na Região Metropolitana de Curitiba (exceto a capital).
  • As médias mais baixas (18°C a 20°C) são registradas em Curitiba, General Carneiro e Palmas.

Temperaturas Máximas:

  • Historicamente ultrapassam os 30°C no Oeste, Sudoeste, Noroeste, parte norte do Litoral e na divisa com São Paulo.
  • Ficam entre 28°C e 30°C em Cascavel e arredores, na região de Pato Branco, Telêmaco Borba, parte leste da RMC e parte sul do Litoral.
  • Nos Campos Gerais e Sul, as máximas médias são mais amenas, entre 26°C e 28°C.

Volumes de Chuva (Acumulado Mensal Médio):

  • Litoral: Acima de 300 mm.
  • Região de Cândido de Abreu: Entre 225 mm e 300 mm.
  • Arredores de Maringá, Londrina, General Carneiro, Cascavel e Rio Negro: Entre 200 mm e 225 mm.
  • Maior parte do estado: Entre 175 mm e 200 mm.
  • Curitiba, extremo Oeste, e regiões próximas a São Mateus do Sul, Pato Branco e Terra Rica: Entre 125 mm e 150 mm.
  • Regiões com menores acumulados: Arredores de Jaguariaíva e de Foz do Iguaçu, com médias entre 100 mm e 125 mm.




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