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Bituruna,25/02/2026

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União Europeia reforça apoio à Ucrânia e exige participação do país em negociações de paz com Rússia

Líderes europeus afirmam que integridade territorial da Ucrânia deve ser respeitada e criticam propostas de troca de territórios feitas por Trump.

Fonte: G1
União Europeia reforça apoio à Ucrânia e exige participação do país em negociações de paz com Rússia Foto: Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS

Em meio à iminente reunião entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, marcada para 15 de agosto no Alasca, a União Europeia reforçou nesta terça-feira (12) a importância da integridade territorial da Ucrânia e afirmou que o país deve participar de qualquer acordo de paz para pôr fim à guerra contra a Rússia. A declaração veio após Trump sugerir que Kiev e Moscou poderão “trocar territórios” para encerrar o conflito.

Em comunicado conjunto, 26 dos 27 países-membros da UE, com exceção da Hungria, afirmaram que uma paz duradoura deve respeitar o direito internacional, incluindo soberania e integridade territorial, e que as fronteiras não podem ser alteradas pela força. “O povo da Ucrânia deve ter liberdade para decidir seu próprio futuro. O caminho para a paz na Ucrânia não pode ser definido sem a Ucrânia”, ressaltaram.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou para preparativos de novos ataques russos e criticou as negociações entre Trump e Putin sem consulta à Ucrânia. Zelensky afirmou que a Rússia está enganando o mundo e não pretende encerrar o conflito, e declarou que o exército russo se prepara para ofensivas.

“Todos nós apoiamos a determinação do presidente Trump e, juntos, devemos construir posições que não permitam que a Rússia engane o mundo mais uma vez”, publicou Zelensky em sua conta no X.

A reunião entre Trump e líderes europeus, além de Zelensky, está marcada para esta quarta-feira (13), um dia antes do encontro com Putin.

Avanços militares russos foram registrados na região leste da Ucrânia, com ganhos de território significativos em setores estratégicos, incluindo a cidade de Dobropillia, alvo de ataques e evacuações. O Instituto para o Estudo da Guerra (EUA) aponta o uso de grupos de sabotagem russos e combates dinâmicos na linha de frente.

Os dois países mantêm demandas conflitantes para o fim do conflito. Moscou exige reconhecimento das anexações territoriais, desmilitarização da Ucrânia, suspensão da expansão da Otan, e eleições sob condições favoráveis à Rússia. Já a Ucrânia reivindica retirada total das tropas russas, restauração das fronteiras anteriores a 2014, reparações por danos de guerra, proteção a prisioneiros e rejeição às exigências russas de limitações militares.

A guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em 2022, é um dos conflitos mais significativos da atualidade, envolvendo interesses geopolíticos globais. A possibilidade de negociações diretas entre os presidentes Trump e Putin tem gerado preocupação na comunidade internacional, especialmente na Europa e em Kiev, devido ao risco de acordos desfavoráveis à Ucrânia.




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